Simples Nacional 2026: A "Bomba-Relógio" que Vai Excluir Todas as suas Empresas (Por Causa de Uma Só)
- tonelloesilva

- 20 de out. de 2025
- 3 min de leitura

Você é empresário e, como muitos, possui mais de um CNPJ?
Talvez você tenha sua empresa principal, lucrativa e toda regular no Simples Nacional. E, em paralelo, tenha outro CNPJ mais antigo, talvez inativo ou uma operação menor que ficou com alguma dívida tributária "para resolver depois".
Até hoje, essa separação funcionava. O risco de uma empresa não "contaminava" a outra.
Pois bem, essa realidade ACABOU.
Uma nova regra do Comitê Gestor do Simples Nacional (Resolução CGSN 183/25) criou uma "bomba-relógio" silenciosa que está programada para explodir em 1º de janeiro de 2026. E ela pode excluir do Simples todas as suas empresas, inclusive a sua principal.
Neste artigo, vamos explicar que mudança é essa e qual o plano de ação exato para você não cair nessa armadilha e salvar seus negócios.
🚨 Alerta Vermelho: O Jogo Virou e a Dívida Agora "Contamina"
Para entender o tamanho do risco, você precisa entender como era e como ficou.
COMO ERA ANTES: Vamos imaginar que você é sócio de 3 empresas:
Empresa A: Sua operação principal, lucrativa, 100% regular no Simples.
Empresa B: Uma operação menor, também no Simples e regular.
Empresa C: Uma empresa antiga, inativa, com dívidas fiscais (Imposto de Renda, PIS/COFINS, INSS, etc.).
Até 2025, a Receita Federal analisava cada CNPJ de forma isolada. Se a Empresa C tinha dívidas, apenas ela era excluída do Simples. Suas empresas A e B continuavam no regime, protegidas. O risco era estanque.
COMO FICOU AGORA (A REGRA DE 2026): A nova Resolução CGSN 183 mudou o critério. A Receita não vai mais olhar apenas o CNPJ. Ela vai olhar o seu CPF.
A partir de 2026, a regra é clara:
A Receita vai verificar o CPF dos sócios da Empresa A (a sua empresa boa).
Ela vai cruzar esse CPF com todos os outros CNPJs onde você é sócio.
Ela vai encontrar a Empresa C e a dívida dela.
Resultado: Por causa da dívida na Empresa C, a Receita vai impedir que a Empresa A e a Empresa B permaneçam no Simples Nacional.
É isso mesmo: a dívida de UM CNPJ agora "contamina" e serve como motivo para excluir TODOS os CNPJs ligados ao mesmo sócio.
Aquela sua empresa "de gaveta", parada e com pendências, virou o maior risco para a sua operação principal.
🏆 Entregando o Ouro: Como Desarmar essa Bomba Antes de 2026
O prazo parece longo, mas para resolver pendências fiscais, ele é curtíssimo. Esperar até o fim de 2025 é a receita para o desastre, pois você não terá tempo hábil para negociar, parcelar e regularizar tudo.
A crise virá para quem ignorar este aviso. A solução exige uma ação imediata.
1. Faça um "Raio-X" de Todos os seus Vínculos (CPF e CNPJs) Você não pode mais olhar só para a sua empresa principal. O primeiro passo é fazer um diagnóstico completo: levante TODOS os CNPJs (ativos e inativos) que estão vinculados ao seu CPF e ao CPF de seus sócios.
2. Realize uma Auditoria de Regularidade Fiscal Completa Com a lista em mãos, é preciso fazer uma "varredura" em cada um desses CNPJs. Solicite a Situação Fiscal (Relatório de Pendências) na Receita Federal, na PGFN, nas Secretarias Estaduais e Municipais. Você precisa saber o tamanho exato de CADA dívida.
3. Acabe com o Conceito de "Empresa de Gaveta" Aquela empresa que "não dá em nada" agora dá. Você tem duas opções para ela:
Regularizar 100%: Pagar ou parcelar todos os débitos.
Baixar Corretamente: Se ela não tem mais serventia, inicie o processo de baixa. Mas atenção: dependendo da dívida, a baixa não resolve o problema do impedimento. A regularização do passivo é quase sempre o único caminho.
4. Crie um Plano de Ação (Jurídico e Financeiro) Com o mapa das dívidas, você precisa de uma estratégia. Isso não é mais um trabalho simples de contabilidade. Envolve:
Analisar a legalidade das dívidas (muitas podem estar prescritas ou serem indevidas).
Verificar as melhores opções de parcelamento (Transações Tributárias, etc.).
Planejar o fluxo de caixa para pagar essas novas parcelas.
Conclusão: A Estratégia de "Isolar o Risco" Morreu
A nova regra da Receita Federal é um divisor de águas. Ela enterra de vez a estratégia de "isolar o risco" em um CNPJ diferente para proteger a operação principal.
A partir de 2026, ou o seu grupo empresarial (todos os seus CNPJs) está 100% regular, ou o sistema vai derrubar todos os seus negócios do Simples Nacional, jogando-os no Lucro Presumido ou Real e aumentando sua carga tributária da noite para o dia.
Não ser pego de surpresa é o que diferencia o empresário profissional do amador. E a preparação começa agora.
Você tem mais de um CNPJ? Tem 100% de certeza de que uma empresa antiga não está colocando sua operação principal em risco de exclusão?
Este é um diagnóstico complexo que exige uma análise jurídica e tributária profunda de todo o grupo empresarial. Caso precise, consulte um Advogado especialista em Direito Tributário.




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